segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Viajante Convidado: Gresiela - Côte D`Azur - Parte IV

Em direção à Côte D´Azur...
Nosso próximo ponto destino era Nice, mas queríamos como sempre aproveitar o percurso. E como havia a chatice dos cartões de crédito nos pedágios, resolvemos sempre escolher estradas alternativas, que nos resultou num ganho de beleza extraordinário. Saímos de Aux em direção à St-Tropez.


Um detalhe que não posso deixar passar nestes relatos é a surpresa com o GPS. Utilizamos os dos iPhones. Nada podia ser mais preciso. Foi mesmo chocante para nós que quando tentamos utilizá-lo no Brasil é sempre a maior encrenca. 
St-Tropez. A riqueza explícita! No cais que se espalha pelo litoral da entrada na cidade barcos, iates, e coisas que nem sei o nome. Obscenos!

E na frente deste cais, que mais parecia um estacionamento, diversos restaurantes que são boates a noite. Bem bonitos. Almoçamos num deles. Meu filho se jogou no meio das almofadas estampadas com lindas mulheres e disse com um sorriso maroto. “bate uma foto, mãe”.


Depois de almoçar fomos caminhando até uma fortificação.
 



Seguindo adiante chegamos no outro lado da praia e encontramos a vila, linda. Aquelas prainhas calmas, com o típico litoral em pedras. Um clima e tanto!


Saímos de Saint-Tropez e a próxima parada foi em Cannes. 




O festival de cinema tinha sido na semana anterior, então ainda estavam arrumando o Palácio dos Festivais. Além da cidade ser muito bonita, passar pelo Palácio foi bem bacana.


Próxima parada, Nice, onde ficamos hospedados por dois dias.
Eu gostei muito da cidade de Nice. Se é que dá pra no meio de tanta coisa legal e linda que vimos escolher alguma cidade preferida, acho que escolheria Nice. Ainda que não conhecemos muitas coisas. Ficamos restritos à cidade antiga e a um pedaço da orla marítima que estava em frente ao nosso hotel. Aí ficamos hospedados num Mercure Nice Marché Aux Fleurs, reserva realizada pelo Booking.

Vista da varanda no quarto do Mercure Nice Aux Fleurs

Em Nice fizemos um passeio com o trenzinho que dá uma noção legal desta parte antiga da cidade.

Com o trenzinho chegamos num ponto alto da cidade, de onde tivemos uma vista excepcional.

Caminhamos um pouco pela orla, onde estava acontecendo uma feira de pequenos produtores italianos. Comi a melhor azeitona da vida. Nunca mais vou comer esta que compramos nos vidros nos mercados com tanto gosto como comia antes.
Ruelas de Eze
De Nice também fomos conhecer a cidadezinha de Eze, que além da vista linda para o mediterrâneo nos deu uma sensação de mais do mesmo, já que já tínhamos conhecido várias cidades romanas e medievais.



O caminho até lá é lindo.
 E fomos até a impressionante, rica, e escandalosa Mônaco.
Com suas mil Ferraris e coisas do tipo circulando pelas ruas e estacionando em frente ao Cassino de Monte Carlo.
Meu filho adorou contar as Ferraris. Nunca viu tantas ao mesmo tempo. Coisas de menino...

E meu marido adorou dirigir pelas ruas da cidade em que acontece a corrida de Fórmula 1, que aliás tinha ocorrido na última semana.

Voltamos para Nice e no dia seguinte acordamos cedinho, tomamos café e partimos de volta à Barcelona pela Autopista. Os mais ou menos 700 km de estrada foram muito tranquilos. Estrada excelente, pouco movimento e beleza que não terminava pelo caminho.

Dormimos mais uma noite em Barcelona e no dia seguinte voltamos para o Brasil com a certeza de que viajar é ter uma emoção em cada esquina!


Tenho a agradecer a Gresiela e seus modelos Rodrigo e Giordano por partilhar desta sua viagem, aqui no Viajar e Pensar. Este roteiro um dos mais charmoso e encantadores, seus relatos nos levaram a percorrer as curvas das estradas, sentir o aroma das lavandas e curtir estes panoramas que encantaram e inspiraram muitos artistas. Beijão e obrigado!!!
Gustavo Belli

Acompanhe as outras etapas desta viagem:

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

La Hacienda Merlot, um vinho por menos de 10 reais

Sempre desejei partilhar de algumas opiniões sobre vinhos aqui no Blog, não sou um super sabido do assunto, nem pretendo me transformar num Sommelier ou Enólogo, mas sempre serei um Enófilo (Filo=amigo). No Viajar e Pensar já publiquei sobre destinos ligados ao mundo do vinho e o enoturismo, e a agora também vou compartilhar um pouco sobre estas viagens engarfadas que são os vinhos.


Para começar esta coluna, ou post sobre vinhos aqui no Viajar e Pensar escolhi um vinho que me agradou e que me fez refletir sobre alguns pontos econômicos do mundo do vinho.  O vinho escolhido foi o La Hacienda Merlot 2011, comprado na rede de supermercados Angeloni, em promoção por R$ 8,89, um vinho Uruguaio por menos de dez reais. Comumente bebemos bons vinhos na Espanha ou França comprados em mercadinhos por menos de 5 Euros. Já encontrei coisas excelentes em minhas aventuras pelo mercadinhos europeus, mas aqui no Brasil beber algo de menos de R$10 é algo raro ou simplesmente atestado de coisa ruim. Acho importante mostra que existem vinhos bons, e honestos com valores abaixo de trinta reais, transformando os vinhos numa bebida normal e não elitista.
O La Hacienda Merlot não é um grande vinho, nem se propõe a ser, mas é algo bebível e interessante pelo seu preço. Os vinhos Uruguaios são tradicionais nas uvas Tannat, uma uva encorpada e como o nome diz rico em taninos. O La Hacienda Merlot, seria na França um "Vin de Pays"  traduzindo e simplificando um vinho de mesa, leve, pouca acidez e aromas. Típico vinho que se bebe sem frescuras, acompanhando a sopa de legumes destes dias frios, para ser aberto sem grandes expectativas, mas que vai harmonizar praticamente com qualquer alimento.

Bons vinhos e beba com moderação!!!  

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Viajante Convidado: Gresiela - Provence - Parte III

Seguindo para Aux-en-Provence...

Mais uma vez, para aproveitar o caminho, passamos pela cidade de Arles. Colonizada pelos gregos, se tornou romana graças à César e foi devastada na Idade Média.  Ela é conhecida, entre outras coisas, por ser a cidade onde Van Gogh morou por certo tempo.


Havia muitas coisas para se conhecer na cidade, como a arquitetura e o Anfiteatro romano. Mas para mim o que foi mais fantástico, o meu terceiro ponto alto da viagem, foi conhecer Les Alyscamps. Um cemitério romano, que hoje resta em ruínas, que foi pintado por Van Gogh e Gauguin, citado por Dante, em Inferno, e, como brincamos, fotografado por nós. 



O lugar é incrível, com as ruinas das tumbas espalhadas pelos dois lados, formando um corredor e o grande mausoléu. E mais uma vez a sensação forte de estar visitando a História, foi realmente mágico.

  Um pedacinho da cidade:
O Anfiteatro Romano:
Anfiteatro Romano em Arles, França


















Depois de conhecer minimante a cidade, partimos para o Aux.


No caminho, mais uma surpresa! Voando pelos ares os aviões de fumaça faziam um espetáculo.



Ficamos 4 dias hospedados num apart hotel em Aux chamado L´Atrium. Gostamos muito de ter escolhido ali este tipo de acomodação, que nos permitia fazer um jantarzinho em casa e assim também descansar um pouco mais. A reserva foi realizada pelo Booking.
A cidade de Aux-en-Provence, chamada carinhosamente de Aux, é um ponto de referência na região, por ser mais urbana. É muito charmosa! Cheia de fontes, ruas e pessoas elegantíssimas é realmente abundante em beleza. 
Fontes de Aux-en-Provence


Fizemos o passeio com o trenzinho com o guia que vai explicando um pouco da cidade. Muito bacana!


Uma fotinho com o monumento em homenagem ao principal artista da cidade, Paul Cézanne.
A montanha Sanit Victorie
A montanha Sanit Victorie que foi muito pintada pelo artista.

O ponto alto culinário na cidade foi o restaurante Les Deux Garçons, de 1792, por onde passaram muitos dos artistas e intelectuais franceses. www.les2garcons.fr




A ideia de se hospedar nesta cidade é que a partir dela podíamos conhecer uma boa região da Provença sem ter que andar muito. Fizemos um passeio pelo Parque do Luberon, em que passamos por Loumarin, Bonniex, Lacoste, Roussilon, Gordes. Lindo, lindo, lindo, lindo, muitas vezes lindo. A cidade mais bonita, talvez porque seja a maior, mais impactante pela força das construções cravadas na montanha é Gordes.




A região é cheia de surpresas pelo caminho. As papoulas:



 E cada vila é mais uma surpresa:
Encontramos as plantações de lavanda e mesmo que ainda não estivessem floridas são linda.
Vinhedos também não faltam!
Roussilon

A cidadezinha de Roussilon é uma charme e tinha até um a feira de antiguidade acontecendo.














Mas Gordes é grandiosa, linda, surpreendente:

Gordes



Também conhecemos muito rapidamente a cidade de Avignon, conhecida por ser a cidade dos Papas. Nos anos de 1309-1377 sete papas regeram a igreja Católica desta cidade, como se o Vaticano estivesse na França.
Avignon
Depois da Provença fomos para Côte DÁzur...

Veja as duas primeiras parte desta aventura:
#Barcelona - Parte I

# Girona e Carcassone - Parte II