terça-feira, 16 de abril de 2013

Minha Entrevista ao TVCOM Tudo Mais sobre a Rússia e o Trem Transiberiano.

Semana passada fui um dos entrevistado pelo Programa TVCOM Tudo Mais, do canal TVCOM  aqui de Santa Catarina. Fui convidado para o Quadro Dicas de Viagem e falei um pouco de Rússia e minha aventura com o Trem Transiberiano.



Agradeço ao Diego pelo convite a a Apresentadora Rúbia pela oportunidade de compartilhar algumas dicas e mostrar um pouco mais desta minha aventuras pela Rússia.

Tem curiosidade sobre o Trem Transiberiano? Acesse:

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vladivostok : O ponto final do Trem Transiberiano

Vladivostok é o ponto extremo ao leste da famosa Ferrovia Transiberiana, fica à 9288 km por trilhos desde Moscou. Percorremos mais de 80% destes trilhos numa aventura que iniciou em 20 de julho de 2012  em Ecaterimburgo, nos montes Urais, fronteira geográfica da Europa Ásia, e terminou em 04 de agosto no Extremo Oriente russo na cidade de Vladivostok.
Marco Final dos 9288 Km desde Moscou




Vladivostok vive no imaginário de todos que um dia jogaram WAR. Existem alguns erros no mapa que é o tabuleiro do WAR,  um deles é a posição de Vladivostok, temos a impressão de estar no topo do circulo polar Ártico fazendo quase fronteira com o Alaska, no estreito de Bering.  A sua posição na verdade é no extremo da península de Muravyov-Amurrky, com o golfo de Amursky a oeste e Usuriyky a Oeste e ao sul o  Golfo do Chifre Dourado. Para ajudar imagine uma península que de um lado está a China/Coréia do Norte e do outro o Japão.





Chegamos em Vladivostok no trem 6 Khabarovsk-Vladivostok , que partiu de Khabarovisk, estava uma manhã fria e chuvosa. Com certeza a estação ferroviária de Vladivostok é como um ponto de conquista,  deixa a sensação de dever comprido. Ficamos alguns minutos curtindo a bela estação e o marco histórico do fim da Transiberiana.

Como de costume saímos direto da estação para o Zemchuzhina Hotel. Reservei ele pelo Booking, à diária com café da manhã eram 3300 rublos por noite, algo em torno de 100 dólares por noite. O hotel foi o pior disparado de toda a viagem, escolhemos pela proximidade da estação ferroviária, o restante era longe de tudo. Quarto muito pequeno, sujo e barulhento. Um café da manhã horrível.

Vladivostok é a capital do Primorsky Krai, sendo a grande base naval dos russos no Oceano Pacífico. Vladivostok é um grande porto comercial também e que por sua ligação férrea com a Transiberiana é de importância vital ao comércio internacional da Rússia.


A manhã estava meio garoando e um dos dias mais frios da viagem. Tínhamos meio que planejado ficar dois dias em Vladivostok para curtir alguma praia na Sportivnaya Harbor, um dos pontos altos da cidade, mas o clima frio e gelado não nos permitiu. Então fomos passear pelo centro e alguns pontos turísticos da cidade. Visitamos o S-56 um Submarino e Museu, entramos no submarino e vimos as galerias dos heróis e batalhas dos submarinos russos. Um museu interessante e curioso aos fanáticos por guerra e submarinos. Por estar fora d´água deixa menos claustrofobia do que quando visitei o US-Paparito em San Francisco na Califórnia.

Golden Horn Bridge ou Ponte do Chifre Dourado



Caminhamos pela docas até o Furnicular, para subir a colina e ter o melhor visual da baia de Golden Horn ou Chifre Dourado. Para nosso azar o Furnicular estava fechado e então partimos para o jeitinho russo, levantamos o braço e o primeiro carro que parou nos levou por 200 rublos ao ponto no topo da colina. A vista da baía de cima da colina é muito legal, a nova ponte estaiada é lindíssima e estava em fase de teste para sua inauguração. Abaixo na baía, está uma das maiores e mais poderosas frotas navais do mundo, com bases de navio e submarinos russos.

Golden Horn Bridge ou Ponte do Chifre Dourado, é uma das obras de infra instrutura realizadas na região para a realização da assembléia da APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation) em setembro de 2012 (www.vladivostok2012.com) .  Esta ponte estaiada possui 2100 metros e seis pistas, uma belíssima obra de engenharia e o ponto no alto da colina é excelente para apeciar esta beleza.
Após visual e termos passado o dia batendo perna, seguímos rumo ao hotel e no caminhos comemos uma Pizza na Pizza M. No hotel demos uma descansada e relaxada.

Sportivnaya Harbor
No fim de tarde fomos para a Sportivnaya Harbor, a parte nova e revitalizada da cidade, com uma marina, bares e restaurantes, o típico Porto Madero local, mas com algumas limitações. Neste dia um clima meio sinistro estava no ar, e depois fomos saber que era o Dia da Marinha e vários marinheiros estavam enchendo a cara pelo bares e pubs da cidade, a verdadeira coisa para não terminar bem. Deveria estar entre 10-15ºC e alguns marinheiros muito bêbados estavam mergulhando na baia para nadar.

Resolvemos escolher um pub sem marinheiros e fomos tomar uma cerveja e comemoramos nosso fim da viagem.


Com um tempo ruim, dormimos até mais tarde e perto das 11 da manhã pegamos um ferry até a "Russky Island", para dar uma volta pela baia e ver a Ponte Russky (Русский мост),  a maior do tipo estaiada do mundo, que seria inaugurada e aberta ao público em setembro de 2012. Algumas curiosidades sobre a Ponte Russky sua parte suspensa tem 1104 metros de vão livres e apresenta um comprimento total de 3100 metros, uma grandiosa obras de modernização da Rússia, o "PAC" do Putin.

a maior ponte estaiada do mundo
Russky Bridge (Русский мост) a maior ponte estaiada do mundo
O tour que fizemos na verdade não seria um tour turístico, pegamos um dos Ferrys que fazem a ligação do porto de Vladivostok, com algumas das ilhas costeiras da baia. Num dos trechos mais emocionantes do caminho  passamos por um estreito canal, antes de chegar na ilha. Esta ilha por muitos anos foi um ponto estratégico de defesa da região e no outro extremo neste canal havia uma fragata de guarda. Dentro do ferry havia um grupo de soldados também.


Na parte da ilha Russky que desembarcamos é  uma viagem ao tempo, fizemos uma caminhada pelas redondezas do porto e retornarmos no próximo ferry. Por onde passamos por um conjunto de habitações soviéticas e entramos numa espécie de convento e casa de padres Ortodoxos. Juro que esta entrada no convento foi meio sinistra, pensei que o padre iria nos prender lá. 

Demos uma volta pela praia, estava o maior frio e haviam russos tomando banho de sol. Duas horas depois já estávamos dentro de um ferry e retornando para Vladivostok. Foi um dia frio no verão do Extremo oriente Russo.
Na volta ficamos na parte coberta do barco e somente saímos algumas vezes para observar o grandioso porto de Vladivostok e as bela ponte da baia do Chifre Dourado (Golden Horn bridge).

Ponte do Chifre Dourado ou Golden Horn bridge
Porto de Vladivostok
Nesta  noite fomos jantar no restaurante norte-coreano Pyongyang, que eu já relatei no Post sobre nosso encontro com a cultura Norte Coreana. Ficamos dois dias inteiros em Vladivostok, mas não curtimos muito a cidade, e acredito que no inverno ou um pouco mais frio dá para ficar um dia somente.

www.viajarepensar.blogspot.com.br/encontros-na-transiberiana-os-norte.html  

Esta foi nossa aventura, espero em breve alguns post para facilitar a vida dos que se empolgaram com a nossa viagem.
Outros relatos e posts cliquem: