quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Encontros na Transiberiana: Os Norte Coreanos

A Coreia do Norte é um dos lugares mais fechados e misteriosos do planeta. O país governado pela Dinastia Kim desde 1955, vive uma ditadura em regime Socialista, em total isolamento do mundo. Recentemente muitos ficaram curiosos pelo país pelos incríveis relatos do @GabeBrito, o Gabriel do excelente Blog: Gabriel quer Viajar, ele viajou pelas terras dos Kim´s. 


Mas o que isto tem a ver com a Transiberiana? A partir de Khabarovsk e Vladivostok estão algumas das poucas conexões exteriores dos Norte Coreanos com o mundo. Em Khabarovisk existe um trem que vai para a Coréia do Norte, já de Vladivostok você pode ir de duas maneiras, existem voos e ferry boats para a terra dos Kim.


Ocorreram dois encontros com os Norte Coreanos. Um foi durante a viagem de Ulan-Ude para Khabarovsk no trem 8, que percorre de Moscou até Vladivostok. No trem 8 um dos vagões eram exclusivo de Norte Coreanos, sendo que em Khabarovisk eles trocam a conexão num trem para Harbin na China e seguem para Coréia. Este vagão segundo o pessoal de serviço do trem é sem lei, os Norte Coreanos fumam dentro das cabines, comem e praticam o que não está permitido em seu país, resumo liberdade. Caminhando pelo trem passei por este vagão, os corredores estavam cheios de caixas com compras, desde televisões  até máquina de lavar. Neste vagão o clima não é legal, uma mistura de fumaça dos cigarros,  cheiro de suor,  com comida nada agradável.


Nosso segundo encontro foi no Restaurante Pyongyang, que além de encontrar cidadãos podemos provar um pouco da comida e cultura coreana. O restaurante é  ponto de encontro da comunidade Norte Coreana em Vladivostok. O restaurante possui dois salões um para os estrangeiros e outro para os Norte Coreanos.  Durante o período soviético era o único restaurante estrangeiro na cidade, devido aos fortes laços entre os governos Comunistas. Pegamos esta dica no guia do Lonely Planet.

 O salão que ficamos era todo decorado com paisagens da Coréia e as atendentes em roupas típicas.

O banquete  bem servido com pratos super apimentados. Alguns dos pratos eram com algas na sua composição, diferentes e muito bons. Além dos pratos com algas, comemos um churrasco típico Coreano, de carne bovina, nada de cachorro. Descobrimos que os pratos típicos são os mesmos nas duas Coreias,  verdade são um único povo, somente separado politicamente.

Foi serviço no restaurante a Hite, cerveja da Coréia do Sul, bem suave, padrão das cervejas brasileiras, que ajudou a refrescar o exagero de pimenta dos pratos.


Parece ridículo, mas certas cosias a gente somente se dá conta depois,s quando eu verei um Norte Coreano novamente?  :)

2 comentários:

  1. Olá, Gabriel.

    Senti falta das datas que chegou e quanto tempo ficou nas cidades. Partistes no dia 18 de julho... de 2012, certo? Ir somando a partir dos relatos é difícil e não tenho certeza dos períodos.

    Seu texto é leve e instigante. Sei que não tens o objetivo de um guia de viagem, mas para além disso, a noção de tempo é bacana para completar a noção de espaço que tão brilhantemente você nos dá.

    Forte abraço!

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    1. Oi Marmg sou Gustavo :)

      Cheguei em Moscou dia 19 de Julho de 2012, e dia 20 voei para Ecaterimburgo embarquei dia 21/jul no primeiro trajeto de trem em Ecaterimburgo e acabamos a viagem dia 4 de agosto em Vladivostok.
      Pode deixar que no fim faço um resumo de tudo.

      Obrigado e mais algumas coisas aparecerão.

      @GusBelli

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