quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Khabarovsk um jóia da Rússia Oriental

Muitas vezes uma cidade tem tudo para ser uma porcaria, mas te deixam encantado. Foi o que ocorreu com Khabarovisk. Embarcamos no trem 2 (Moscou-Vladivostok) em Ulan-Ude e depois de 52 horas balançando desembarcamos chovendo e frio em Khabarovisk (pronuncia Rabaroviskii), uma cidade com belas edifícios, com ruas inclinadas, no encontro dos rios Amur e Ussuri. Este trecho de Ulan-Ude até Khabarovsk foi nosso maior trecho dentro do trem continuamente. 

Estação Khabarovisk
Uma grande estação,  um dos ponto de encontro da Transiberiana com a BAM (Baikal-Amur). A BAM é uma a linha ferroviária paralela da Transiberiana, que Stalin mandou construir, em caso da invasão da Manchúria. A região da Manchúria seria a Alsácia destes lados, foi disputada por Chineses, Mongóis e Russos e até o Japão dominou a região durante a Segunda Guerra. 
Khabarovisk Boutique Hotel

Pegamos um táxi na estação e rumamos ao Khabarovisk Boutique Hotel, um hotel um melhor, com 44 quartos,  merecíamos uma coisa melhor após duas noites no trem. Realizei a reserva no Khabarovisk Boutique Hotel pelo Booking, pagámos 5500 Rublos (180 dólares) para quarto duplo, com café da manhã. A estrutura nova e excelente, um bom café da manhã, servido num restaurante todo futurista.


Após um belo banho, colocamos uma Jaqueta, e fomos bater pernas pelas ladeiras da cidade, Khabarovsk lembra San Francisco na Califórnia, com subidas e decidas, e com o Rio Amur fazendo o papel da baia. 
Nosso objetivo era encontrar o Russky Restaurant, um restaurante de comidas típicas russas.
Russky Restaurant
Russky Restaurant
O restaurante decorado como uma taberna ou casa típica, possuía um salão com uma espécie de show com músicas tradicionais ao vivo. Todas as garçonetes estavam em trajes típicos.
Para começar na entrada foi servido a Vodka da casa, excelente e tomada num martelinho, a forma de beber Vodka na Rússia, pura e em goles únicos.
Pedimos cada um uma salada da casa de entrada. O Guilherme foi no cordeiro, a sugestão da garçonete e o meu era uma carne com batatas e tomates verdes fritos delicioso.

Acordamos descansado no outro dia e fomos conhecer a cidade, primeiro fomos a rua Muravyova-Amurskogo, com casarões do início do século XX, na praça um grande monumentos aos heróis da região que lutaram pela manutenção da região, lembro que o Brancos ficaram na região até 1921, somente 4 anos depois da revolução Comunista que eles foram anexados.
Como estava garoado rumamos ao Museu de História Regional do Extremo Oriente.  O museu é divido por partes, um é sobre a Geologia e Natureza, com várias rochas e animais empalhados (os Russos adoram animais Empalhados) da região. Na outra sobre a história sangrenta da região, mostrando as várias batalhas por estes lados do rio Amur. 


Camisa do Sepultura no Museu Khabarovsk
Segue também um panorama da Rússia desde os Czares, passando pelo período Comunista, a Guerra Fria, os Cosmonautas chegando nos dias atuais. Numa das partes sobre a Perestroika  havia uma camiseta do Sepultura (a banda de Rock Brasileira).

Depois seguimos pela beira rio, apreciando o Amur e vendo a praia, nossos planos era tomar um banho no Amur, mas o clima não ajudou. Lembro que esta praia no Rio Amur a outra margem é na China, seria um mergulho histórico.


Seguimos pela rua Muravyova-Amurskogo até a praça Lenina, e vimos belos edifícios da Administração.


Após o almoço fomos na Igreja da Transfiguração e a base Marinha da região.

 

Próximo a igreja e a base da marinha esta  um enorme mural com em homenagem aos mortos durante a Grande Guerra Patriótica (II Grande Guerra). Realmente impressiona a quantidade de mortos.


Pegamos as coisas no Hotel e fomos para a Estação. Na estação saem além dos trens para as cidades dentro da Rússia, é possível viajar para a Harbin, na China e Pyongyang, na Coréia do Norte. No trem na vinda de Ulan-Ude para Khabarovsk  um dos vagões eram dos Norte Coreanos (acho que até este dia nunca havia visto um Norte Coreano).






O trem de Khabarovsk para Vladvostok seria nosso último trecho da Transiberiana,   teríamos pela frente algumas horas pelos trilhos que hoje já são saudosos.

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Continua...





4 comentários:

  1. Oba! Já estava sentindo falta de suas histórias pela Transiberiana.

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    1. Infelizmente estão acabando.
      Valeu Carmem

      @GusBelli

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  2. Continuo fascinada por essa viagem de vcs. A Transiberiana sempre foi um dos meus sonhos de viagem; agora, mais ainda.

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    1. O negócio é transformar os sonhos em realidade, esta viagem é muito massa.
      Valeu Mari

      @GusBElli

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