quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Reveillon em Xangai: iniciar o ano no futuro


A experiência de passar o réveillon em Xangai na China foi viver no futuro, com as 12 horas de fusos à frente do Brasil, as comemorações do Réveillon rolaram quando o povo no Brasil estava curtindo o almoço do último dia de 2014, e ao acordar no dia 1º de janeiro e acessar as mídias sociais as imagens eram das festas e fogos do ano novo direto do Brasil.

Para nós ocidentais a comemoração do ano novo é a virada do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro, que não é data festiva para os chineses, eles comemoram a mudança de ano conforme o calendário Luno Solar, que envolvem as fases da lua e do sol, alterando a data todos os anos. Cada ano é representado por um animal, o ano de 2015 é o ano da Cabra. O ano novo chinês é o feriado mais importante deles, a data em que todas as famílias se reúnem. O Ano Novo Chinês  é anualmente junto com as migrações para Meca as maiores migrações humanas da atualidade.
Chegamos em Xangai vindos de Pequim no dia 28 de dezembro, e como contei neste outro post viemos no Trem Bala deles: www.viajarepensar.blogspot.com.br/trem-bala-pequim-xangai.html
Passamos 4 noites em Xangai hospedados no Grand Central Hotel Shanghai , realizei as reservas pelo Hotéis.com . A escolha do hotel foi pela localização e avaliações. O hotel está a um quarterão da Najing Road, que é um calçadão comercial com muitas lojas e shoppings. Nesta região existem alguns outros hotéis próximos. Quartos com muito conforto, amplos e com um banheiro com casa de banho e banheira. Apesar de ser a semana de Réveillon a tarifa estava de 110 dólares por noite, sem café da manhã.
Pequim Xangai, estão como Rio e São Paulo, ambas grandes e centros principais do país e impossível de não compara-las. Xangai foi uma das primeiras regiões d a China a ser a abertas ao comércio e indústrias internacionais. Historicamente, antes da revolução, Xangai por ser um grande porto era uma cidade cosmopolita. Pequim é o centro político da China e capital dos Imperadores.
Nanjing Road
O clima em Xangai estava mais ameno do que Pequim, com máximas próximo aos 15ºC, naquele momento era quente, pois saímos das máximas próximo a zero de Pequim. Outra estranha vantagem, o nível de poluição em Xangai é mais suave do que em Pequim, mas elevada, no Bund na beira do rio para ver a outra margem notasse claramente isto.

Mc Donald´s na China
Passamos dois dias turistando por Xangai, visitamos templos Budistas e regiões da cidade antiga e hutongs. O nosso hotel era muito bom para sair andando, sem grandes risco de um ocidental se perder ou cair numa roubada, várias placas e orientações em Inglês. A Najing Road é uma região de shopping e lojas ocidentais, semelhante a todas as grandes cidades ocidentais. Como de praxe provei nesta região um Mc Donalds, tenho este hábito de provar Mc pelo mundo, apesar de raramente ir neles aqui no Brasil. 
Região Taiking Road
Um dos passeios mais legais foi na região de Tianzifang  que é hutong, alguns conhecem esta região como Taikang Road. Hutong são como são chamados as vilas tradicionais chineses, esta fica na parte de Xangai da antiga concessão francesa. O bacana do passeio nesta região é entrar nas ruelas estreitas e se perder, não se preocupe existem vários mapas no caminho. No interior deste labirinto estão vários comércios: artesanatos, lojas de souvenir, galerias de arte, estúdios de tatuagem, casas de chá e principalmente bares e restaurantes para todos os gostos.
Tianzifang
Como o comercio é no térreo deste edifícios, acima estão as residências e o "caos" visual da região é muito interessante, com roupas penduradas e animais nas janelas.
Mercado de comidas Taikang 
Na rua Taikang existe um mercado de alimentos o Taikang Food Market que recomendo aos de estômago forte uma visita. A parte de hortifrúti, frutas, grãos e cogumelos são  semelhante a um mercado no Brasil, mas a parte de carnes, aves e peixes, é obrigatórias. Os frutos do mar e peixes são vendido em sua maioria vivos, haviam tartarugas, caranguejos e cobras de diferentes variedades vivas e dentro de aquários. As aves destrinchadas no teto davam um ar macabro.

Taikang Foodmarket
 


Detalhes do templo do Buda de Jade 
Outro ponto que visitamos foi o templo Budista do Buda de Jade. O templo como todos os templos budista é muito bonito e colorido, mas o ponto alto é a vista onde está a estátua do Buda de Jade, em pedra branca, muito bonito. Um pesar, este templo, está no meio de uma área urbana, com muitas obra ao redor e o barulho das construções não deixam o templo com aquele ar pacato.
Buda de Jade
Visitamos a região da Xangai antiga o bairro de Nanshi. Esta região um grande conjunto de edificações típicas de madeira, algumas seculares. Estes belos edifícios atualmente ocupados por grandes lojas de porcelanas, joias e comércio em geral, como tudo na China, tudo junto e misturado.
Nanshi

Uma das coisas mais legais para se ver na região de Nanshi é o contraste da antiga com a moderna e cosmopolita Xangai, os grandes e modernos arranha céus emoldurados pelos detalhes das antigas construções rendem belíssimas imagens.

Contraste entre o Antigo e Moderno
Nanshi ou Cidade Antiga
Escondido no interior de Nanshi está o belo jardim de Yu (Yu gardens), belas construções e pontes de pedras no meio de lagos e espelhos d´água. Um dos atrativos do  jardim existe um casa de chás que os antigos nobres frequentavam. Passeio este que cobra uma taxa de entrada.

Yu Garden
Yu Garden Casa de Chá
Torre Pérola do Oriente
Achei muito bonita a vista e considero obrigatório subir a Torre Pérola do Oriente, uma torre televisiva, que é o terceira torre mais alta do mundo. Hoje a torre é um dos pontos mais fotografados do mundo e a marca registrada de Xangai. A torre está na moderna região do Pudong, que fica do outro lado do rio, em frente ao Bund. A subida é muito organizada, e comprando os ingressos, não demoramos 10 minutos para estar nos elevadores.

Bund visto do alto da torre Perola do Oriente

Torres do filme Missão Impossível
Uma das coisas mais legais torre é a parte com chão de vidro a mais de 200 metros de altura.




Monumento ao Mao no Bund com a Pearl Tower ao fundo
Um dos pontos altos de Xangai é o Bund, um conjunto de edifícios na beira do rio, que representam o passado glorioso da época da colonia Inglesa. Muitas destas construções foram sedes de bancos e grandes companhias importadores e exportadoras no passado, atualmente estão sendo revitalizados e ocupados por restaurantes, bares e lojas e joalherias de alto luxo.

O Bund está na beira do rio em frente do Pudong, a região onde está a grande torre Pérola do Oriente e outros modernos e altos arranhas céus de Xangai. Com este cenário nesta região é realizada a foto mais tirada de de Xangai.
Nossa família no Bund

Cardápio da festa do Mercatto
Escolhemos passar virada do ano num restaurante de um dos edifícios históricos do Bund. Pesquisamos na internet e achamos a proposta do Mercato, um restaurante do Bund 3, a melhor opção. Para esta noite eles nos serviram um serviço completo por aproximadamente 100 dólares, sendo a noite festiva e os pratos servidos saímos satisfeitos.

No restaurante havia uma área externa, um terraço, mas o frio que fazia não permitiu ficar muito tempo apreciando a vista e a festa. 

Durante a noite estava com vários efeitos luminosos e contagem regressiva para o final do ano, um show de luzes muito bonito. A grande decepção foi a ausência de fogos, que fica reservado para a festa de Ano Novo Chinês.
Edifícios do Bund iluminados
Multidão no Reveillon no Bund
Durante a noite da virada segundo os jornais haviam aproximadamente 1,5 milhões de pessoas na região do Bund. Este evento ficou marcado por uma confusão onde mais de 30 pessoas morreram pisoteadas. Quando fomos embora da festa que estávamos, vimos algumas pessoas chorando, mas não entendemos, pois não havia confusão, no outro dia o nosso motorista nos contou que um milionário chinês arremessou notas de dinheiro de um dos edifícios do Bund e isso desencadeou a confusão, lamentável.


Assim inciamos 2015 em Xangai
No dia 1º pegamos um voo e seguimos para o Yangshuo na região de Guilin, a parte mais bonita da China que visitamos, tem um post mostrando essas belezas:

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Vinhos da Casanova di Neri

Um dos mais belos destinos eno gastrônomico do mundo a Toscana produz vinhos com muita personalidade e tradição. Nesta região central da Itália reinam os vinhos produzidos com a uva Sangiovese. Na minha viagem pela Itália tive a oportunidade de conhecer Chianti, uma das DOC mais degustada e conhecida da região. Para ajudar escrevi um post contando como visitar e conhecer os vinhedos e vinícolas de Chianti partindo desde Florença: Bebendo e visitando o Chianti.

Neste Winebar falamos dos vinhos da região mais nobre da Toscana, os vinhos produzidos na região de Montalcino. Degustamos e conversamos sobre os vinhos da vinícola Casanova de Neri (www.casanovadineri.it) , foi um bate papo descontraído com seu proprietário Giacomo Neri.

Assista o vídeo deste delicioso bate papo:

Para esta degustação recebi o Rosso di Casanova de Neri - IrRosso 2013, um vinho produzido com uvas Sangiovese e Colorino. Os Rosso, vermelho em Italiano, são os vinhos mais frescos e frutados da região de Montalcinos, vinhos que são produzidos para o consumo mais rápido e que pedem comida, apresentam uma acidez mais marcante.

O IrRosso da Casanova de Neri, tem uma cor muito viva Vermelho/Púrpura, aromas frutados, algo como uma Ameixa em Caldas. Na boca acidez marcante, mas com um tanino médio, que pedia gordura ou massa. Fiz a mais prática das harmonizações com vinhos Italianos: pedi uma pizza. Um dos ingredientes da pizza era Burrata, um queijo leve, mas que pegou defumado do forno a lenha, o que o vinho pedia.

Os vinhos da Casanova de Neri são importados e vendidos no Brasil pela Expand:

Mais uma vez agradeço ao pessoal do Winebar pelo convite., e fiquem ligados nesta divertida e inteligente maneira de aprender sobre o mundo dos vinhos:

"Beba com moderação" 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Trem bala Pequim Xangai

A viagem entre as duas megalópolis Pequim e Xangai pode ser realizado de algumas maneiras, as mais comuns são: embarcado numa das mais movimentadas pontes aéreas do mundo ou com um dos mais modernos sistemas de ferroviário de alta velocidade do mundo. 
Sou daqueles que sempre busco novas experiências em minhas viagens, e a opção aérea estava descartada, Airbus ou Boeings são iguais no mundo inteiro, além de algumas outra desvantagens como: possibilidade de atrasos, tempo de espera, distância dos aeroportos, por exemplo em Xangai o aeroporto a mais de uma hora do centro.  Escolhemos o trem pela possibilidade de viajar a mais de 300 Km/h hora sobre trilhos, as duas estações estão bem localizadas, e com criança o espaço e a possibilidade de distrações são maiores. 
Pesquisei em alguns sites e blogs que a opção de carro é interessante para conhecer o interior do país, os relatos são que para percorrer os 1300 Km levasse entre 12-15 horas, mas não a vejo como econômica, mas sim com objetivo de conhecer o país, além disto dirigir no trânsito Chinês tem suas particularidades.
Os trem de Pequim para Xangai saem da moderna estação Beijing South e chegam na Shanghai Hongqiao.  Nossas passagens foram adquiridas previamente pelo Guilherme, meu irmão, pelo site www.ctrip.com . As opções existentes de trens são praticamente de hora em hora, e a duração é de aproximadamente 4 horas e 45 minutos, depende da quantidade de paradas. Viajamos de segunda classe e pagamos RMB 555,00, aproximadamente 90 dólares por pessoa, a opção de primeira classe estava em RMB 935,00. 
Para os preocupados com a lingua, na estação os painéis passam as informações na escrita local e em Inglês, apesar de estar na China, números nunca mudam, então grave o horário do seu trem e número, com isto fica fácil achar qual o portão de partida. 


Escolhemos o trem G17 com partida às 15h e chegada programada às 19:57h. Viajamos no domingo 28 de dezembro para passar o Reveillon em Xangai, como tínhamos tempo aproveitamos a manhã para visitar o Zoo de Pequim, a casa dos Pandas na cidade. Próximo ao meio dia seguímos para almoçar na própria estação. A estação é muito ampla e bem sinalizada, fácil se locomover e localizar a entrada dos portões de embarque. Na estação existem várias lanchonetes ocidentais e locais, além de muitas lojas de souvenires e bugigangas. Almoçamos no Pizza Hut, o pessoal estava meio cansado dos temperos chineses. Uma dica e cuidado, para realizar as refeições sentados os restaurantes disponibilizam mesas no segundo piso, no piso térreo somente lanches ou comidas para levar, para subir os restaurantes não possuem elevadores, e foi necessário subir um grande lance de escadas carregando as malas.
Às 14:30 pegamos nossas coisas e fomos para o portão de embarque, e como estávamos com o Antônio entramos por uma porta lateral preferencial. As filas na China geralmente não são algo muito respeitado e organizado, porém na estação tudo ocorria de maneira organizada e tranquila, motivada principalmente pela disposição e amplitude da estrutura moderna da estação. As plataformas onde entramos no trem ficam no subsolo da estação, o trem possui muitos vagões, então tente ficar na sinalização do vagão que será fácil embarcar.
O vagão de segunda classe que estávamos era divido em fileiras de 5 poltronas, com 2 de um lado e três do outro do corredor. As poltronas são espaçosas, mas não reclinam muito, possuem tomadas para os Gadgets. Todos os vagões possuem dois banheiros, e espaços frontais e no fundo para as malas, além de espaço acima das poltronas para malas. O espaço acima da poltrona as bagagens devem ter o tamanho exato do compartimento, algo semelhante ao dos aviões porém aberto, eles retiram todas as bagagens que estiverem em excesso e exigem que a aloquemos nos espaços  frontais ou do fundo do vagão. Descobri isso da pior maneira, pois coloquei o carrinho do Antônio sobre a bagagem e eles mandaram eu remover.
Os primeiros movimentos do trem foram tranquilos, e durante o percusso urbano o trem trafegava numa velocidade de até 150 km/h, com as cabines conferidas e fora do trecho urbano o trem viajou tranquilamente próximo a 300 km/h sem qualquer sensação ou algo que lembrasse isto, ocorreram 3 rápidas paradas de no máximo 10 minutos em cidades do trajeto. 
Dei uma volta pelo trem e fui conhecer a primeira classe, são poltronas super confortáveis, com 3 poltronas por fileira, mas sem contatos entre elas, sem o risco de alguém sobre seu ombro. Não sei se compensa o investimento, mas se estiver viajando sozinho e não desejar o contato com estranhos é uma opção.
Durante o trajeto algumas funcionárias vendiam bebidas como refrigerantes, sucos e chás, alimentos como batatinhas e amendoins, além de uma bandeja de refeição quente. O vagão possuía um bebedouro com água potável gelada e quente, que é mais importante para eles esquentarem os Cup Noodles. Além das vendedoras, nosso trem estava equipado com um vagão restaurante.

A viagem foi muito tranquila e como prometido após 4 horas e 57 minutos de viagem, percorremos os 1318 Km, dando um média aproximada de velocidade de 265 Km/h. A estação Shanghai Hongqiao também e muito moderna, mas como estávamos carregados, cansados e com o Antônio, esqueci de fazer algumas imagens, mas registrei o momento do nosso desembarque, que ocorreu no horário previsto.

A experiência de viajar neste meio de transporte fantástico é incrível e dá raiva de não termos nada nem semelhante ou sendo construído no Brasil.




 Leia sobre a região de Guilin, uma das regiões de muitas belezas na China: