quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Club Med Trancoso : Inauguração da vida viajante do Antônio

Em maio realizamos a primeira viagem com o Antônio, na época com 9 meses, foi um teste para descobrirmos como nosso pequeno companheiro se comportaria com a rotina de voos, aeroportos e hotéis. O outro motivo da viagem foi que eu e a Juliana estávamos comemorando 10 anos de casados.
O primeiro vôo a gente nuca esquece
Nossa escolha foi o Resort da rede Club Med em Trancoso, na Bahia. De Florianópolis para Porto Seguro voamos aproximadamente 3 horas e meia e realizamos um voo com 2 conexões com troca de aeronaves, paramos em Campinas e Confins, um teste para inaugurar bem o pequeno viajante. Realizamos estes voos com a Azul Linhas Aéreas e tudo correu muito bem, foi uma inauguração geral pois nós nunca havíamos voados com Azul e aprovamos. 

Piscina Club Med Trancoso

Como estávamos em 2 casais, meus pais foram junto, valeu muito a pena alugar um carro, até o hotel pela balsa não chega uma hora, com alguns kilometros em estrada de barro. Os preço dos transfers são ridículos de caros, estavam pedindo algo como R$150,00 reais por pessoa.

A escolha por Trancoso foi para a aproveitar a estrutura do Resort e energia boa da região que já conhecíamos e gostamos muito.

Nunca havíamos nos hospedados num hotel da rede Club Med e sempre tive muita curiosidade por esta grande rede mundial de resorts. O Club Med Trancoso esta sugerido por muitos como o melhor resort para crianças do Brasil, mais um ponto para termos feito esta escolha. Site do hotel: www.clubmed.com.br

Praia do Club Med em Trancoso
O hotel tem uma bela piscina com visual do mar ao fundo muito bonita e gostosa. A praia praticamente privada muito boa, tem uma trilha com muitos degraus pela falésia, que para muitos é um problema, achamos parte do astral da região e que tem a ver com Trancoso. NA área de praia tem um serviço de bar, que se resume a bebidas, sem nenhum aperitivo.

As refeições dos buffet eram boas, não eram fantásticas, alguns pratos bem saborosos, teve uma noite com comida baiana no bar da piscina estava muito bom. A água de coco e o chopp Brahma estavam sempre gelados.

Para o Antônio os serviços de papinhas e cardápio para os bebês eram muito bons, e realmente é um grande diferencial para quem pretende ir com bebê. Para crianças maiores o serviço de recreação estava sempre agitando e as crianças pareciam bem cuidadas e se divertindo, e os pais podiam relaxar e aproveitar.

O quarto em si é bem amplo e com um mobiliário simples, bem praiano, não sendo nada demais. A qualidade do sono e conforto da cama eram muito bons.
Visual das Falésias em Trancoso no Club Med

No geral avaliando a experiência foi muito boa, mas alguns pontos me deixaram frustados para um hotel desta categoria e valor de diária pago.
  • Reservei um hotel All Inclusive que geralmente as refeições são realizadas em Buffet, mas o Club Med Trancoso anuncia um restaurante a La Carte exclusivo para o jantar, em nenhuma das 4 diárias que ficamos funcionou, deveria ser avisado que nesta época ele não abre.
  • As bebidas em geral e principalmente os vinhos eram muitos fracos e com pouca variado, acho que não tem problema ser um vinho simples, mas que tenha variedade, pelo menos variedade de uvas, havia sempre o mesmo branco e o mesmo tinto. Não serviam sucos naturais (exceto café da manhã) nas refeições e sendo um hotel indicado para crianças e famílias um fator negativo.
  • O hotel não estava muito cheio, e em duas noites bem no horário do banho do pequeno acabou a água quente, algo praticamente inadmissível, talvez uma vez ok, duas noites é falha. Achei os banheiros iguais a de uma pousada normal, não condizendo com um hotel 5 estrelas.
  • Ausência de petiscos nos bares, muito grave. 
  •  Achei o serviço de piscina fraco, com a piscina com poucas pessoas eles não faziam nenhum favor se não pedisse. Não se ofereciam para abrir um guarda sol ou trocar um cadeira de posição. Fora que os garçons da piscina só faltavam se esconder, não eram solícitos.
Gostamos porém para voltarmos eles precisam de reformas, estamos escutando muitas dicas para o Iberostar da Praia do Forte, quem sabe será nosso próximo destino.

O mais importante o Antônio adorou tudo e se comportou muito bem nos voos e hotel.

Sugestão de outros viajantes com post das visitas ao Club Med Trancoso:

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

WineBar com os vinhos do Galvão Bueno

Nesta segunda no WineBar degustaremos os vinhos do famoso locutor Global Galvão Bueno. Nos útimos anos vinhos de celebridades estão ficando comuns, e alguns recebem boas avaliações como os vinhos californinos do diretor de cinema Francis Coppola.


Este projeto do Galvão vem causando algum barulho e curiosidade. Eu aqui no Brasil.  Um dos vinhos que iremos degustar hoje o Bueno Paralelo 31 2011, produzido em parceria com a Miolo tive a oportunidade de degustar o  da safra 2010 e não me encantou, mas tenho amigos que aprovaram. Vamos ver este 2011 se sai melhor.


O outro vinho degustado será o Bueno La Valletta Sangiovese 2011, um Toscano produzido pelo em parceria do Italiano Roberto Cipresso, um vinho produzido com uvas Sangiovese, um 100% Toscano. Confesso que estou bastante curioso para degustar este vinho, e acretido que os fãs de um bom Chianti encotrarão um bom vinho disponível no mercado.

Todos os vnhos do projeto do Galvão Bueno estão a comercialização na loja online da Miolo:

Acompanhe nesta segunda 17 de novembro a partir das 20 horas no:

www.winebar.com.br

Minha opinião sobre os vinhos:

  • Bueno Paralelo 31 2011 um vinho correto bem feito, um corte simples. No meu ver um vinho abaixo dos concorrentes na mesma faixa de preço, mas é um vinho bem feito.
  • Bueno La Valletta Sangiovese 2011 gostei muito deste 10% Sangiovese, me encantou o fresco em boca e dos aromas ciprestes e tomate cerejas. Acidez em boca pede massa, massa com molho. Bacanão este vinho. Bela dica para presentear um amigo neste Natal.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Drink do Hemingway no WineBar de hoje

Hoje às 20h teremos mais um WineBar, e desta vez será diferente, iremos degustar e falar um pouco sobre o Bellini, o famoso drink da região do Veneto criado no bar Harry´s de Veneza. O escritor americano Ernest Hemingway foi um grande apreciador deste drink.

O Bellini para quem não conhece é um drink produzido com suco de pêssego e Prosseco, o tradicional espumante italiano, uma bebida fácil e refrescante. A importadora Expand traz para o Brasil o Bellini produzido pela italiana Canella, uma produtora de Proseco da região de Piave.

Estou curioso para conhecer esta apresentação prática do Bellini e hoje as hoje às 20h estaremos ao vivo no www.winebar.com.br conversando com o seu produtor o italiano Fabio Lunardi.
Acompanhe a gente nesta experiência que deve fazer o maior sucesso no verão.

O Bellini da Canella está sendo comercializado pela Expand no seu site por R$ 85,00.

Agradeço ao pessoal do WineBar e da Expand por mais este convite.

"Beba com Moderação"

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Conhecendo Mendoza: Luján de Cuyo a terra do Malbec

Com facilidade posso afirmar que os vinhos de Mendoza devam ser os vinhos que mais bebi em minha vida, sempre apreciei os vinhos desta região e este ano tive a oportunidade de conhecer esta lindíssima região a convite da Wines of Argentina.

Mendoza no sudoeste argentino, nas margens das Cordilheiras dos Andes é uma cidade que me surpreendeu não somente pelas maravilhas vinculadas aos vinhos, mas por toda a beleza e organização da região. O centro de Mendoza com belas ruas e avenidas arborizadas todas planejadas é muito bacana para turistar, com praças com muitos jovens e gente na rua.
Park Hyatt Mendoza

Ficamos hospedados na região central de Mendoza no Park Hyatt Mendoza, um hotel de altíssimo padrão, com instalações que aproveitaram um edifício histórico e uma construção moderna em anexo, um casamento perfeito e charmoso. Os quartos além de amplos, possuíam muitas amenidades, que apesar da agenda apertada deu para sentir o capricho e atenção no conforto ao hospede.


Visitamos no primeiro dia as vinícolas ou bodegas da região Mendocina de Luján de Cuyo, do centro de Mendoza são aproximadamente 20 km até o circuito dos vinhos. Nesta região localizam-se algumas das mais reconhecidas e prestigiadas vinícolas da Argentina, alguns dos melhores terroirs para o cultivo da Malbec estão estão em Luján.
Uma dica importante que deixo é contratar um motorista ou um tour, porque a quantidade de vinho a ser degustado e direção não combinam, um dos prazeres é conhecer as bodegas e degustar seus vinhos circulando pela região sem stress.


La Madrid e Família Duriguitti
Nossa primeira vista foi a uma moderna e bem estruturada bodega onde são produzidos os vinhos da La Madrid e Família Duriguitti. Ponto ideal para começar os tours, por não de tratar de uma gigante do mundo dos vinhos, as instalações são mais fáceis de serem visitadas e entendidas. Nela nos apresentaram os ovos de epóxi uma nova tendência para a produção dos vinhos. A sala de degustação da La Madrid e Família Duriguitti é anexa aos galpão de produção e tivemos a oportunidade de conhecer os vinhos e especial os Malbecs ali produzidos. Meus destaques o La Matide 2007 e o HD Gran Reserva Malbec 2008.





Bodega Luigi Bosca

Seguimos da para a Bodega Luigi Bosca, um dos vinhos mais presentes e conhecidos das mesas brasileiras. Apesar de não ter influenciado ou solicitado visitar alguma bodega, em minha lista de desejos estava conhecer a Luigi Bosca. Visitamos toda as amplas instalações, passando por muitos grandes, médios e pequenos tonéis de produção de vinhos dos mais variados tipos de uvas e qualidades, a linha deles é muito ampla.



Momento especial da visita foi na sala das barricas de carvalho, onde nos serviram alguns vinhos ainda em evolução, produzidos em barricas de carvalhos de origens variadas como americanas, francesas, eslovenas e até russas, transformando esta degustação muito orientativa e diferente.




Antes do almoço tivemos uma apresentação de vinhos de outras bodegas: Terrazas, Vistalba, Escorihuela Gascón e Argento. Foi interessante e tivemos a oportunidade de beber alguns deles no almoço servido na sequência e compará-los. Outro destaque do almoço foi a linha de Azeites da Luigi Bosca. Todas estas outras bodegas da região possuem tour e degustação. 









Catena Zapata
No período da tarde seguimos para a Catena Zapata, a mais premiada e respeitada vinícola da Argentina. A Catena ao longo dos anos vem colhendo os frutos de sua proposta arrojada e que colocou o Malbec em alta pelo mundo. www.catenawines.com

O edifício da Catena, tem uma arquitetura marcante e que está presente em alguns rótulos da Bodega. A arquitetura lembra um templo Asteca ou Maia, com o formato que lembra uma pirâmide.
Tivemos a oportunidade de conhecer as salas e envelhecimento e armazenamentos das garrafas e os barris de envelhecimento para produção dos vinhos.


Tivemos a oportunidade de realizar a degustação de alguns dos mais fantásticos vinhos Argentinos, numa sala dentro da cave, com os barris de envelhecimento ao redor. Meu destaque aos Chardonnays da Adriana Vineards de diferentes parcelas, com certeza dois belos exemplares de brancos produzidos em Mendoza.

Ainda dentro da Catena tivemos a oportunidade de conhecer e degustar outros produtores de Lujan como:

  • Os vinhos BenMarco e Brioso produzidos pela competente e destacada Dominio del Plata, da enóloga Suzana Balbo. www.dominiodelplata.com.ar
  • Os tintos potentes da Pascual Toso, o Cabernet Sauvignon era diferente e que merece a prova. www.pascualtoso.com
  • O Chardonnay elegante e os interessantes tintos Bramare da Cobos, com um belo Cabernet produzido com uvas de Lujan. www.vinacobos.com
  • Um diferente Petit Vedot e de um honesto Malbec da linha Kinien produzidos pela da Ruca Malen  www.bodegarucamalen.com
Luján de Cuyo
Nosso primeiro dia em Luján foi fantástico e Mendoza não nos decepcionou, muita coisa boa ainda tenho para mostra e contar, esperem o segundo dia no lindíssimo Vale de Uco.

"Beba com moderação e se beber não dirija"

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Limite de bagagem dos voos da Aerolineas Argentina

Em minha última viagem pela Argentina, a convite da Wines of Argentina, chamou minha atenção o limite de bagagem praticado nos voos internos pela Aerolineas Argentina. A companhia Argentina tem um limite de bagagem despachada para voos internos de 15 kg e de 20 kg  para o Brasil. Esta pode ser uma grande dor de cabeça ou causar um prejuízo na volta carregado de vinhos na mala de Mendoza. Para minha sorte voltei de Mendoza para Buenos Aires utilizamos a LAN Argentina, que pratica a franquia de 23kg despachados. 

A dica para quem está indo para Mendoza é dar preferência aos voos da LAN Argentina, para poder transportar algumas garrafas a mais do líquido de Baco. Outra dica é que a Aerolineas e as outras companhias aéreas na Argentina fazem uma exceção para voar com líquidos, elas permitem nos voos internos e para o Brasil transportar 3 garrafas como bagagem de mão.

Dúvidas sobre limites de bagagem? Leia mais:

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Rússia 2018: minhas dicas

A Rússia é o próximo destino do mundo do Futebol, em breve a ressaca da Copa no Brasil passará e todas as equipes iniciarão a disputas por uma vaga na Copa do Mundo Fifa de 2018, que será em território dos Czares ou a poderosa Ex-URSS.
Eu tive a oportunidade de visitar a Rússia duas vezes e conhecer um pouco deste vasto país. Numa das oportunidades atravessei os 7 fusos horários do país com o Trem Transiberiano. Apesar de ter atravessado o país de Oeste para Leste, visitei somente três das oito cidades sedes da Copa de 2018 passei por: Moscou, São Petersburgo e Ecaterimburgo. As outras 5 cidades sedes serão Kazan, Sochi, Kaliningrado, Nínji Novgorod, Rostov Don, Samara e Sarank.

Todas cidades sedes como podem ver no mapa estão na Rússia Européia, as regiões ou repúblicas orientais da Rússia não participarão do Mundial. O limite oriental das sedes será Ecaterimburgo a cidade que esta próxima ao Montes Urais, a fronteira geográfica entre a Europa e a Ásia. 
Catedral do Sangue em Ecaterimburgo
O que posso dizer aos que se preparam para assistir ao mundial na Rússia e que realmente se preparem, é um destino fascinante e encantador, um povo de lindas mulheres e cidades que misturam um beleza com um lado enigmático do período soviético. Um dificuldade será a comunicação com os russos, podíamos ter uma série de defeitos sediando uma Copa no Brasil, mas a comunicação em Português é algo fácil comparado ao Russo e o alfabeto Cirílico. Nos principais pontos e locais de destino aos turistas na Rússia hoje já estão preparados com letreiros em Inglês, mas saindo deste pontos a maioria está escrito em cirílico somente. Além disto, o Russo não é um povo receptivo é um povo mais fechado, lembro que ficaram isolados do mundo por mais de 50 anos, mas isto é algo do passado, e vem sendo modificado nos últimos anos, que provavelmente até 2018 sofrerá muitas transformações.
Museu Hermitage em São Petersburgo

AeroExpress no Aeroporto de Domodedovo
Na questão transporte os russos estarão e já estão muito melhores servidos do que o Brasil, Moscou é uma cidade com 3 grandes aeroportos, sendo que dois Internacionais de grande porte. Todos os aeroportos de Moscou possuem ligação com o centro da cidade através de trens, o AeroExpress. Quando estive em 2012 em Ecaterimburgo o seu aeroporto já estava em reforma para o Mundial, então acredito que as transformações serão gerais, mas suas instalações eram razoáveis.
Estação Moscovita de Metro
O Metro de Moscou e São Petersburgo são famosos pela beleza das estações e o alcance, acredito que nas outras cidades se não possuir Metro, estarão servidas por Trens de superfície que são bem comuns por toda a Rússia. 
Trem de superfície em Ecaterimburgo
A companhia Russa de trem está prometendo modernizações, aumentando a cobertura do trem rápido Sapsan, que liga Moscou a São Petersburgo para outras cidades também. Tenho um post explicando como usar estes serviços de trem entre Moscou e São Petersburgo, que indico a leitura: www.viajarepensar.blogspot.com.br/trem-entre-moscou-e-sao-petersburgo.html
Estação de Trem em São Petersburgo
As principais redes Hoteleiras do mundo já estão na Rússia, mas a promessa é de mais investimentos. Os hotéis na Rússia geralmente não são baratos, existe uma promessa do comitê local da Copa controlar o abuso de preço durante o evento, para não se repetir o que aconteceu aqui no Brasil. Tive a experiência de me hospedar em antigos edifícios comunistas a grandes redes de hotéis, a sugestão e pesquisar e tentar sempre um hotel bem bem localizado ou próximo a uma grande estação de metro.

Igreja de São Basílio Moscou
A culinária Russa é muito boa, e sem grandes esquisitices, se come muito arroz, pães e batatas. Sopas são o forte da culinária russa, mas a copa é no verão. Não deixe de provar o Strogonoff, o mais famoso prato russo. Tenho também um post com as minhas sugestões na culinária Russa: www.viajarepensar.blogspot.com.br/strogonoff-e-outras-delicias-na-russia.html

Aos fãs das cervejas, a Piva como deve ser pedida lá são boas e de fácil paladar, vendem muitas do tipo Pilsen. As vodkas dispensam comentários.

Está se preparando para encarar a Copa na Rússia? Leia também:

Relatos sobre Ecaterimburgo: 

Quando visitar Moscou?

Minhas dicas para turistar por São Petersburgo:

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Minha seleção de vinhos Argentinos

Na primeira semana de junho tive a oportunidade de fazer um tour enogatrônomico pela Argentina, uma verdadeira MaraTOMA (Maratona de tomar vinhos), degustamos e bebemos vários vinhos produzidos pela mais diversas regiões da Argentina, além de visitarmos as bodegas em Mendoza e Neuquén. Nesta uma semana degustamos aproximadamente 200 vinhos, e em ritmo de Copa fiz minha seleção com os 21 vinhos de destaque.


Este tour foi um convite da Wines of Argentina, a associação que representa e divulga os vinhos Argentinos pelo mundo. 


Os argentinos como os brasileiros não possuem grande preferência por brancos, mas não por isso suas Bodegas não os tratam com grande cuidado. Os Torrontés são atualmente a uva que se faz um vinho branco honesto na Argentina e que vem fazendo barulho. Separei 5 vinhos brancos que provamos e me chamaram atenção:

  • Old Vineyard Riesling 2013, um vinho da região de rio Negro na Patagônia muito aromático, uma acidez bacana e que seria perfeito na beira da praia com um camarão.
  • Malma Sauvignon Blanc 2014 , um vinho de São Patrício do Chanar na Patagônia, com muita fruta no nariz, acidez bem marcante, me surpreendeu este SB, merece um sushi para acompanhá-lo.
  • Andeluna Torrontes 2013 a uva branca destaque não poderia ficar fora desta lista, aromas florais, mas sem excesso, na boca leve e fácil. Minha sugestão seria ele com uma boa salada de verdes e tomates, acho que como está equilibrado um sashimi seria perfeito também. 
  • Os dois Catena Chardonay produzidos no Adriana Vineards os : White Stones Chardonay 2010  e o White Bones Chardonay  2010 são vinhos a parte, incríveis, delicados e perfeitos. A oportunidade de beber estes dois vinhos juntos e perceber as diferenças deste vinhos de mesmo vinhedo mas de Terroir diferente foi sensacional. Não foi a toa que o Robert Parker os deu pontuação superior a 90 pontos. Pediu ostras com certeza. O grande problema destes vinhos são os valores, são vendidos no Brasil pela Mistral por mais de duzentos reais, o que dificulta.
Malbec é a primeira coisa que se pensa  em vinho Argentino, a uva  malbec é a grande estrela da vinicultura Argentina. Para minha surpresa além de bons Malbecs, degustamos vinhos excelentes de outras Cepas como Petit Verdot e Cabernet Franc. Gostei de muito do que provei, foram vinhos diferentes e com muita personalidade. Esta oportunidade de beber destes vinhos acompanhados por seu Enólogo responsável foi um diferencial.


  • El Enemigo Bonarda 2009 este vinho foi meu primeiro vinho em terras Argentinas, e marcou o início da semana de grandes vinhos.  A Bonnarda é outra uva que se adaptou muito em solos Argentinos. O El Enemigo foi o melhor Bonarda que já provei, aromas de fruta, compota de ameixa, caramelo. Uma explode de sabores na boca, taninos elegantes. Um vinho para tomar com um bom queijo duro, salgado.
  • Família Shroeder Pinot Malbec 2010 uvas do Vale do Chanar na Patagônia, produzido com a a Pinot o ícone da região e a Malbec o icone Argentino. Um vinho com personalidade,  mas que o Pinot arredondou a potência do Malbec. Pediu pizza.
  • Humberto Canale Gran Reserva Merlot 2011 , vinho desta bodega histórica produzido na região de rio Negro na Patagônia. Um Merlot Patagonico cheio de tipicidade, aromas de flores e na boca muito aveludado. Um vinho que harmoniza com uma culinária delicada.
  •  Pulenta Grand XI Cabernet Franc 2010 fantástico vinho, herbáceo, boca estruturada. Um vinho marcante e foi nosso primeiro vinho em Mendoza. Perfeito para uma culinária Italiana com muito tomate.
  • Ruca Malen Petit Verdot 2011  bela surpresa, um raro vinho de Petit Verdot, com certeza vale a pena provar e descobrir um pouco mais desta uva "exótica". Um vinho que se destaca na coloração púrpura intenso. Na boca muitos aromas diferentes, de frutas e torrados, tabaco. Na boca o primeiro gole é potência, mas depois se arredonda. Com certeza um vinho ideal para uma pegadinha numa degustação a cegas.
  • Nicolas Catena 2010 falar da Catena Zapata é chover no molhado, este blend de Cabernet Sauvignon com Malbec, consegue unir a elegância do Cabernet com a potência do Malbec. Muita fruta, pimentão e pimentas, boca média e taninos redondos. Idela para animar aquele bate pao de amigos, ele chama sempre mais um pouco.
  • Lamadrid Matilde 2007 um Malbec de vinhedos em  Agrelo, Lujan de Cuyo. Um vinho potente, frutas e madeira no nariz, uma boca que explode, taninos ricos e encorpado. Um vinho que pede carne e que representa a típicdade desta uva.
  • Don Miguel  2008 o vinho top da da Escorihuela Gáscon, outro exemplar da potência dos Malbec mendocino, super vinho. Bela sugestão para presentear aquele amigo que ama os Malbecs, ele lhe agradecerá com certeza. Frutas, tabaco uma boca super potente, vinho que evolui depois de aberto. Tive dois momentos com este vinho, o degustei formalmente, estava recém aberto, mas depois o provei junto na refeição, já estava aberto alguns minutos e estava fantástico.
  • Trapiche Terroir Jorge Miralles 2009 este foi com certeza o Malbec que mais me marcou, muito bom, potência e equilíbrio. Que vinho fantástico, deva estar em seu auge em alguns anos, está evoluindo ainda. Outro que pede assados típicos Argentinos.
  • Andeluna Pasionado Cabernet Franc 2008 vinho produzido com uvas do belo e alto vale de Uco. A Cabernet Franc se adaptou muito bem a altitude desta região. Um vinho muito herbáceo, uma boca astringente e que pede comida, massa. Com certeza um dos vinhos para degustar com calma.
  • Rutini Antologia XXXIV Pinot Noir 2010 um pinot de uvas de Mendoza, frutas e torrados no equilíbrio, com certeza apesar da fama dos Pinot da Patagônia, este foi o melhor Pinot provado nesta nossa Maratoma. Gostaria de harmonizá-lo com um bom Galeto.
  • Decero Amano 2010 um belo Blend, Amano significa feito a mão e é um vinho produzido com cuidado e delicadeza, sem arestas, um corte com estilo Velho Mundo. Neste corte utilizaram Malbec, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Tannat, na teoria todas uvas potentes, mas que unidas criaram um blend fantástico. Boca e nariz com muita estrutura e harmonia. Beberia este vinho sozinho, degustaria com calma.
  • B Crux 2009 produzido pela O. Fournier, foi o corte mais exótico da viagem, um blend de 50% Malbec, 35% Tempranillo e 15% Touringa Nacional. Muita personalidade neste vinho, bastante toques de tostado, um vinho diferente e que deve evoluir muito com os anos. 
  • Carmelo Patti Cabernet Sauvignon 2005 uma lista com 200 vinhos, não poderia passar sem um bom Cabernet Sauvignon. A Carmelo Patti seria os Tondonias da Argentina, um vinho que somente é vendido após alguns anos em garrafa. Na taça aromas torrados e morangos, um vinho evoluído. Tive a sorte de beber este vinho com um assado no alto da montanhas Mendocinas, o que poderia alterar minha impressão sobre ele, mas comprei uma garrafa e já o bebi em casa, é fantástico. Um bom assado é a harmonização local, mas um Filet au Poivre seria o ideal.

Além de vinhos tranquilos bebemos alguns espumantes bons, nenhum me chamou grande atenção. Porém dois vinhos de uvas de colheita tardia merecem um destaque, ambos deliciosos e que mostraram personalidade o Saurus Pinot Noir Tardio 2011 e Graffigna Tardio Malbec 2012 , infelizmente ambos produzem produção pequena e não estavam a venda nas bodegas.
 O Saurus Pinot tardio são vendidos na Decanter aqui no Brasil.

Conheça Neuquén, a região dos vinhos da Patagônia:

"Bebam com moderação e qualidade."