terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

E aí, como foi na China?

Visitar a China ou ir para qualquer outro país do oriente é sair da comodidade, um turismo fora da zona de conforto, indicado para quem curte desafios e experiências novas. Voltei impressionado positivamente com muito do que vi na China, sua moderna infra estrutura, um país sendo construído e desenvolvendo como nenhum outro na história recente da humanidade. A riqueza do passado histórico da região é muito vasto, grande e lindas construções como a Muralha da China ou a cidade Proibida são fascinante. Porém fiquei preocupado com o custo deste desenvolvimento, com o modo chinês de agir e a quantidade ou a multidões de chineses que estão ávidos pelo consumo e as maravilhas do Capitalismo. Em nossa viagem pudemos conhecer as duas mais importantes cidades chinesas Pequim e Shangai, e ver um pouco de uma China diferente fomos para a cidade Yangshuo, na famosa região de Guilin, uma China de rica de beleza naturais  e não tão transformada, uma região a ser apreciada.
Grande Muralha ou Muralha da China


Retornei da China e algumas perguntas me foram feitas ou eram dúvidas que eu também possuía. Montei este pergunta e respostas aos que preparam uma aventura por solo Chineses, com pequenas dicas e curiosidades.

  • A pergunta mais comum foi: As coisas são baratas na China?

Calçadão do Comercio em Shangai
Não, as compras não são o forte para quem viaja para a China, pelo menos no meu ponto de vista. Os importados ou produtos de marcas famosas internacionais na China possuem valores elevados quando comparados a outros destinos, como no Brasil os impostos são altos na China. O Chinês como o Brasileiro gosta de pagar caro, fatos comuns das economias emergentes que a elite goste de se destacar por bens adquiridos.
As grandes redes de fast fashion como Zara, HM, Uniqlo estão presente nos principais shoppings de Pequim e Xangai, marcas como Apple, Nike e GAP e outras também são facilmente encontradas, com produtos sendo vendidos por valores abaixo dos praticados no Brasil, mas a margem de lucro e a distância percorrida para chegar na China, não acredito que compense para uma viagem de "compras".
Mercado da Seda em Pequim

O famosos mercado da Seda em Pequim eu achei um grande Camelódromo, com várias falsificações de baixa qualidade, ou produtos  de marcas desconhecidas, somente vantajoso para compras de artigos de decoração ou souveniers, mas se prepare para negociar, nestes mercados nunca compre pelo valor oferecido, sempre é necessário barganhar e muito.

  • Levar Dólares ou Euro? Câmbio ou Cartão de Crédito?

O dinheiro na China é Renmenbi (RMB), o Dinheiro do Povo,  no símbolo da língua local ¥, quando estávamos lá a conversão era de um dólar por 6,20 RMB. Levei dólares, mas o Euro era igualmente aceito. Fiz todas as minhas operações de câmbio no Banco de Pequim, nos bancos oficiais as conversões estavam melhores, e sem taxa de câmbio. A operação a primeira vez é um pouco demorada, pois necessita de um pequeno cadastro com os dados do passaporte, endereço de hospedagem, nas operações seguinte não levei 5 minutos. Não é aceito moeda estrangeira no comercio local, é necessário realizar o câmbio.

Máquina automática de Câmbio
Uma modernidade que eu vi, mas não usei, são as máquinas automáticas de câmbio, eu as observei em Pequim e Shangai.

Muito necessário andar com dinheiro em espécime, alguns locais não aceitam ainda cartões internacionais, somente débito e de bancos locais. Na maioria de shoppings e restaurantes maiores este problema não existe, mas não tem uma regra bem clara. Sempre bom andar com pelo menos 1000 RMB na carteira.
Um alerta para os cartões com operação de débito e crédito no mesmo cartão, a confusão para eles é grande se for optar por uma outra operação, se vai no escuro porque dialogar em chinês é impossível.

  • É possível fazer turismo independente pela China? Eles falam Inglês?


Sim, é possível em Pequim e Shangai. Não sei se será fácil, mas não é impossível. Nestas duas cidades principais as sinalizações estão sempre em Mandarin e Inglês. Não acredito que seja possível alugar um carro e sair dirigindo, o transito chinês é um capítulo a parte, onde carros, motos, bicicletas e pedestres cruzam e trafegam numa sintonia caótica.
Em nossas andanças optamos por contratar um van privada nas cidades que estávamos, o serviço sai barato e se ganhasse muito tempo. Pagamos aproximadamente 120 dólares dias, para ter um carro a nossa disposição com motorista que fala inglês, ele também servia de guia e tradutor em muitos locais. Foi muito vantajoso pois estávamos em 6 adultos e um bebe de 1 ano e 4 meses.
Placa em Inglês e Mandarin no Zoo de Pequim

A proporção de chineses que falam inglês fluente não é muito grande, e com as sinalizações nos símbolos deles ou locais com somente povo local a sensação de Analfabetismo é gritante, dá um frio na barriga. Acho que voltei somente falando obrigado e olá em chinês.

  • Clima e Poluição é isso tudo?

Chegamos em Pequim no dia 20 Dezembro, o último dia do outono, e pegamos início do inverno. Em Pequim sentimos a mistura de ar frio, seco e poluído que nos castigou bastante. Estivemos em Pequim por 10 dias, onde geralmente durante o dia estava entre 0º e -5º C. A condição do ar, segundo o App de análise da quantidade de poluente na atmosfera do ar da cidade, tivemos 4 dias de ar aceitável,  4 dias poluído frio e seco, e 2 dias de extrema poluição com frio, que literalmente você consegue enxergar o ar.
Cidade Proibida envolta pela poluição em Pequim

Não sou uma pessoa friorenta, pelo contrário, mas o turismo em Pequim no inverno eu não indico a ninguém, para resumir no dia que fomos a Cidade Perdida a temperatura era de -5ºC porém a sensação térmica era de temperatura mais baixa devido a poluição. Caminhamos por aproximadamente por 2 horas dentro dos muros da cidade, sem nenhum ambiente climatizado, foi congelante.
Lago congelado ao redor da cidade Proibida

Em Shangai o ar não é tão seco e frio, a temperatura média estava entre 10º e 18ºC, mas a poluição também estava presente em um nível acima do aceitável. Na noite de Réveillon entrou uma frente fria e a temperatura chegou a -2 com ventos, muito frio.

Na região de Yangshuo pegamos o clima ideal para turismo, temperaturas 15ºe 25ºC, com umidade e sem poluição.

  • E a liberdade?

A China vive um regime de ditatorial comunista. Sobre o comunismo acho que hoje resiste a face da não abertura política e um estado que comanda tudo com mão forte. Para o turista estrangeiro não existe nenhuma limitação explícita de ir ou vir, nem do que consumir. Na verdade em muitos lugares da China você se sente nos EUA, povo bem vestido fazendo muitas compras com seu IPhones na mão. A sensação de estar sendo observado ou que exista alguma limitação achei menor do que em Moscou, por exemplo, onde existe muitos militares na rua.

  • Como você postou fotos no Facebook, Instagram e no Twitter?

Um mas das faces da China ditatorial é o bloqueio as redes sociais, para limitar manifestações e manter o controle sobre as multidões, todas as redes sociais usadas na China possuem um controle do estado, eles criaram similares do Twitter, Facebook e Instagram para o uso local. Mas para estrangeiros existem formas de burlar a censura usando os aplicativos de VPN, que fazem que o I.P. (endereço na  rede) fique fixo e fora de território Chinês. Usei o VPN da Astrill (www.astrill.com ) assim consegui utilizar as das redes sociais. Apesar de estar usando VPN acredito que eles possuam algum controle sobre quem está utilizando deste artifício. Para ter uma conta no Astrill você paga 5 dólares mês para poder utilizar um I.P. fora da China em um Computador e num Smartphone ou Tablet.
Outro alerta para quem usa conta do Gmail, os serviços da GOOGLE também não funcionam normalmente em território Chinês. Como o Google é "inimigo" os Mapas da do GooglesMaps também não são confiáveis e o ideal é usar os Mapas do Iphone mesmo, no caso dos usuários de Iphone.

Food Market em Shangai
A outra grande questão foi se eu comi cachorro ou gafanhoto? Esta irei responder no próximo post.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vale de Uco a região mais bela de Mendoza

Estávamos em nosso penúltimo dia de visitas e degustações pela Argentina, já havíamos visitado modernas e tradicionais Bodegas em Neuquén, as gigantes e famosas da região Mendocina de Luján de Cuyo, mas o visual e a beleza do Vale de Uco foi a região que marcou e com certeza se fosse para escolher um lugar para voltar era este. Esta viagem foi a convite da Wines of Argentina.
Caminho para o Vale de Uco


O Vale de Uco está a 80 Km da região central de Mendoza, está numa altitude de 1300 metros e onde se instalaram alguns dos mais modernos e audaciosos projetos da vinicultura Argentina. Esta região com uma altitude mais elevada, um clima com mais frio e com grande influência das cordilheiras veem mostrando muita personalidade para a produção de vinhos.



Mar de Videiras no Vale do Uco
No caminho um espetáculo, a estrada envolta em um mar de videira emolduradas por montanhas com picos cobertos de neve, paisagem da mais belas que dá vontade de pedir ao motorista parar a cada momento para uma fotografia.
Visual na Andeluna



Nossa primeira parada foi na belíssima Andeluna, uma moderna bodega que construiu uma estrutura que harmonizou com a beleza do lugar. Durante esta manhã conhecemos alguns dos vinhos e a estrutura da Andeluna, que está muito bem estruturada ao turismo. Seus vinhos de Cabernet Franc e o corte Cuatro Cepas são elegantes e destacados , o branco de Torrontés com uvas do Uco tem uma pegada diferente da maioria dos vinhos desta uva produzidos em Salta.



Ainda durante a manhã fomos apresentados para alguns projetos que estão destacando-se mundialmente, encabeçados pelo enólogo Frances Michel Rolland o Clos de Los Siete envolve 4 produtores do Vale de Uco: a DiamAndes, Montiviejo, Cuvelier dos Andes e a Bodega Rolland para em conjunto produzirem um vinho com pegada Bordalesa na região. Aos que não conhecem este projeto ou o próprio vinho sugiro o teste do Clos de Los Siete.



Outro destaque da manhã foi a apresentação do projeto e dos vinhos da O. Fournier, com certeza uma das vinícolas que merecem destaque pelo arrojo e competência. Atualmente produzem vinhos além do Vale de Uco, na Ribeira del Duero na Espanha e no Vale do Maule no Chile. A O. Fournier além dos vinhos são destacados no Enoturismo, infelizmente não os visitamos mas o que foi apresentado é impressionante. Os vinhos vão muito bem ao meu paladar, pois além da tradicionais uvas Francesas a O. Fournier produz cortês com Tempranillo e Touringa Nacional.
Almoço na Andeluna

Nosso almoço na Andeluna foi incrível, almoçamos o menú do chef e harmonizamos e degustando os vinhos os foram apresentados pela manhã, além do vinhos da Andeluna. Foi uma oportunidade de trocarmos impressões com o pessoal envolvidos na produção deste belos exemplares do arsenal Argentino de vinhos, almoço memorável. O Almoço na Andeluna é muito indicado e perfeitamente executado, seu Menú completo com a sequência  harmonizada dos vinhos saí por aproximadamente 100 reais ou 320 pesos.



Prova de vinho do barris na Rutini

Homengem da Rutini a nossa visita
Ainda no Vale de Uco fomos conhecer o mais novo projeto da Bodega Rural que produzem os conhecidos vinhos da Família Rutini. Nesta moderna instalação serão somente produzidos os vinhos Top deles. Todo o projeto é voltado para o desenvolvimento de vinhos de alto padrão e as estruturas são diferenciadas e planejadas. Em breve abrirão um espaço para o receptivo turístico.


Na volta após este dia extasiado de bons vinhos e paisagens a volta para Mendoza tranquila tranquila.
 Bodega Andeluna visualizada das novas instalações da  Rutini

Conheçam mais sobre os vinhos e bodegas visitadas nos sites:






quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Club Med Trancoso : Inauguração da vida viajante do Antônio

Em maio realizamos a primeira viagem com o Antônio, na época com 9 meses, foi um teste para descobrirmos como nosso pequeno companheiro se comportaria com a rotina de voos, aeroportos e hotéis. O outro motivo da viagem foi que eu e a Juliana estávamos comemorando 10 anos de casados.
O primeiro vôo a gente nuca esquece
Nossa escolha foi o Resort da rede Club Med em Trancoso, na Bahia. De Florianópolis para Porto Seguro voamos aproximadamente 3 horas e meia e realizamos um voo com 2 conexões com troca de aeronaves, paramos em Campinas e Confins, um teste para inaugurar bem o pequeno viajante. Realizamos estes voos com a Azul Linhas Aéreas e tudo correu muito bem, foi uma inauguração geral pois nós nunca havíamos voados com Azul e aprovamos. 

Piscina Club Med Trancoso

Como estávamos em 2 casais, meus pais foram junto, valeu muito a pena alugar um carro, até o hotel pela balsa não chega uma hora, com alguns kilometros em estrada de barro. Os preço dos transfers são ridículos de caros, estavam pedindo algo como R$150,00 reais por pessoa.

A escolha por Trancoso foi para a aproveitar a estrutura do Resort e energia boa da região que já conhecíamos e gostamos muito.

Nunca havíamos nos hospedados num hotel da rede Club Med e sempre tive muita curiosidade por esta grande rede mundial de resorts. O Club Med Trancoso esta sugerido por muitos como o melhor resort para crianças do Brasil, mais um ponto para termos feito esta escolha. Site do hotel: www.clubmed.com.br

Praia do Club Med em Trancoso
O hotel tem uma bela piscina com visual do mar ao fundo muito bonita e gostosa. A praia praticamente privada muito boa, tem uma trilha com muitos degraus pela falésia, que para muitos é um problema, achamos parte do astral da região e que tem a ver com Trancoso. NA área de praia tem um serviço de bar, que se resume a bebidas, sem nenhum aperitivo.

As refeições dos buffet eram boas, não eram fantásticas, alguns pratos bem saborosos, teve uma noite com comida baiana no bar da piscina estava muito bom. A água de coco e o chopp Brahma estavam sempre gelados.

Para o Antônio os serviços de papinhas e cardápio para os bebês eram muito bons, e realmente é um grande diferencial para quem pretende ir com bebê. Para crianças maiores o serviço de recreação estava sempre agitando e as crianças pareciam bem cuidadas e se divertindo, e os pais podiam relaxar e aproveitar.

O quarto em si é bem amplo e com um mobiliário simples, bem praiano, não sendo nada demais. A qualidade do sono e conforto da cama eram muito bons.
Visual das Falésias em Trancoso no Club Med

No geral avaliando a experiência foi muito boa, mas alguns pontos me deixaram frustados para um hotel desta categoria e valor de diária pago.
  • Reservei um hotel All Inclusive que geralmente as refeições são realizadas em Buffet, mas o Club Med Trancoso anuncia um restaurante a La Carte exclusivo para o jantar, em nenhuma das 4 diárias que ficamos funcionou, deveria ser avisado que nesta época ele não abre.
  • As bebidas em geral e principalmente os vinhos eram muitos fracos e com pouca variado, acho que não tem problema ser um vinho simples, mas que tenha variedade, pelo menos variedade de uvas, havia sempre o mesmo branco e o mesmo tinto. Não serviam sucos naturais (exceto café da manhã) nas refeições e sendo um hotel indicado para crianças e famílias um fator negativo.
  • O hotel não estava muito cheio, e em duas noites bem no horário do banho do pequeno acabou a água quente, algo praticamente inadmissível, talvez uma vez ok, duas noites é falha. Achei os banheiros iguais a de uma pousada normal, não condizendo com um hotel 5 estrelas.
  • Ausência de petiscos nos bares, muito grave. 
  •  Achei o serviço de piscina fraco, com a piscina com poucas pessoas eles não faziam nenhum favor se não pedisse. Não se ofereciam para abrir um guarda sol ou trocar um cadeira de posição. Fora que os garçons da piscina só faltavam se esconder, não eram solícitos.
Gostamos porém para voltarmos eles precisam de reformas, estamos escutando muitas dicas para o Iberostar da Praia do Forte, quem sabe será nosso próximo destino.

O mais importante o Antônio adorou tudo e se comportou muito bem nos voos e hotel.

Sugestão de outros viajantes com post das visitas ao Club Med Trancoso:

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

WineBar com os vinhos do Galvão Bueno

Nesta segunda no WineBar degustaremos os vinhos do famoso locutor Global Galvão Bueno. Nos útimos anos vinhos de celebridades estão ficando comuns, e alguns recebem boas avaliações como os vinhos californinos do diretor de cinema Francis Coppola.


Este projeto do Galvão vem causando algum barulho e curiosidade. Eu aqui no Brasil.  Um dos vinhos que iremos degustar hoje o Bueno Paralelo 31 2011, produzido em parceria com a Miolo tive a oportunidade de degustar o  da safra 2010 e não me encantou, mas tenho amigos que aprovaram. Vamos ver este 2011 se sai melhor.


O outro vinho degustado será o Bueno La Valletta Sangiovese 2011, um Toscano produzido pelo em parceria do Italiano Roberto Cipresso, um vinho produzido com uvas Sangiovese, um 100% Toscano. Confesso que estou bastante curioso para degustar este vinho, e acretido que os fãs de um bom Chianti encotrarão um bom vinho disponível no mercado.

Todos os vnhos do projeto do Galvão Bueno estão a comercialização na loja online da Miolo:

Acompanhe nesta segunda 17 de novembro a partir das 20 horas no:

www.winebar.com.br

Minha opinião sobre os vinhos:

  • Bueno Paralelo 31 2011 um vinho correto bem feito, um corte simples. No meu ver um vinho abaixo dos concorrentes na mesma faixa de preço, mas é um vinho bem feito.
  • Bueno La Valletta Sangiovese 2011 gostei muito deste 10% Sangiovese, me encantou o fresco em boca e dos aromas ciprestes e tomate cerejas. Acidez em boca pede massa, massa com molho. Bacanão este vinho. Bela dica para presentear um amigo neste Natal.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Drink do Hemingway no WineBar de hoje

Hoje às 20h teremos mais um WineBar, e desta vez será diferente, iremos degustar e falar um pouco sobre o Bellini, o famoso drink da região do Veneto criado no bar Harry´s de Veneza. O escritor americano Ernest Hemingway foi um grande apreciador deste drink.

O Bellini para quem não conhece é um drink produzido com suco de pêssego e Prosseco, o tradicional espumante italiano, uma bebida fácil e refrescante. A importadora Expand traz para o Brasil o Bellini produzido pela italiana Canella, uma produtora de Proseco da região de Piave.

Estou curioso para conhecer esta apresentação prática do Bellini e hoje as hoje às 20h estaremos ao vivo no www.winebar.com.br conversando com o seu produtor o italiano Fabio Lunardi.
Acompanhe a gente nesta experiência que deve fazer o maior sucesso no verão.

O Bellini da Canella está sendo comercializado pela Expand no seu site por R$ 85,00.

Agradeço ao pessoal do WineBar e da Expand por mais este convite.

"Beba com Moderação"

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Conhecendo Mendoza: Luján de Cuyo a terra do Malbec

Com facilidade posso afirmar que os vinhos de Mendoza devam ser os vinhos que mais bebi em minha vida, sempre apreciei os vinhos desta região e este ano tive a oportunidade de conhecer esta lindíssima região a convite da Wines of Argentina.

Mendoza no sudoeste argentino, nas margens das Cordilheiras dos Andes é uma cidade que me surpreendeu não somente pelas maravilhas vinculadas aos vinhos, mas por toda a beleza e organização da região. O centro de Mendoza com belas ruas e avenidas arborizadas todas planejadas é muito bacana para turistar, com praças com muitos jovens e gente na rua.
Park Hyatt Mendoza

Ficamos hospedados na região central de Mendoza no Park Hyatt Mendoza, um hotel de altíssimo padrão, com instalações que aproveitaram um edifício histórico e uma construção moderna em anexo, um casamento perfeito e charmoso. Os quartos além de amplos, possuíam muitas amenidades, que apesar da agenda apertada deu para sentir o capricho e atenção no conforto ao hospede.


Visitamos no primeiro dia as vinícolas ou bodegas da região Mendocina de Luján de Cuyo, do centro de Mendoza são aproximadamente 20 km até o circuito dos vinhos. Nesta região localizam-se algumas das mais reconhecidas e prestigiadas vinícolas da Argentina, alguns dos melhores terroirs para o cultivo da Malbec estão estão em Luján.
Uma dica importante que deixo é contratar um motorista ou um tour, porque a quantidade de vinho a ser degustado e direção não combinam, um dos prazeres é conhecer as bodegas e degustar seus vinhos circulando pela região sem stress.


La Madrid e Família Duriguitti
Nossa primeira vista foi a uma moderna e bem estruturada bodega onde são produzidos os vinhos da La Madrid e Família Duriguitti. Ponto ideal para começar os tours, por não de tratar de uma gigante do mundo dos vinhos, as instalações são mais fáceis de serem visitadas e entendidas. Nela nos apresentaram os ovos de epóxi uma nova tendência para a produção dos vinhos. A sala de degustação da La Madrid e Família Duriguitti é anexa aos galpão de produção e tivemos a oportunidade de conhecer os vinhos e especial os Malbecs ali produzidos. Meus destaques o La Matide 2007 e o HD Gran Reserva Malbec 2008.





Bodega Luigi Bosca

Seguimos da para a Bodega Luigi Bosca, um dos vinhos mais presentes e conhecidos das mesas brasileiras. Apesar de não ter influenciado ou solicitado visitar alguma bodega, em minha lista de desejos estava conhecer a Luigi Bosca. Visitamos toda as amplas instalações, passando por muitos grandes, médios e pequenos tonéis de produção de vinhos dos mais variados tipos de uvas e qualidades, a linha deles é muito ampla.



Momento especial da visita foi na sala das barricas de carvalho, onde nos serviram alguns vinhos ainda em evolução, produzidos em barricas de carvalhos de origens variadas como americanas, francesas, eslovenas e até russas, transformando esta degustação muito orientativa e diferente.




Antes do almoço tivemos uma apresentação de vinhos de outras bodegas: Terrazas, Vistalba, Escorihuela Gascón e Argento. Foi interessante e tivemos a oportunidade de beber alguns deles no almoço servido na sequência e compará-los. Outro destaque do almoço foi a linha de Azeites da Luigi Bosca. Todas estas outras bodegas da região possuem tour e degustação. 









Catena Zapata
No período da tarde seguimos para a Catena Zapata, a mais premiada e respeitada vinícola da Argentina. A Catena ao longo dos anos vem colhendo os frutos de sua proposta arrojada e que colocou o Malbec em alta pelo mundo. www.catenawines.com

O edifício da Catena, tem uma arquitetura marcante e que está presente em alguns rótulos da Bodega. A arquitetura lembra um templo Asteca ou Maia, com o formato que lembra uma pirâmide.
Tivemos a oportunidade de conhecer as salas e envelhecimento e armazenamentos das garrafas e os barris de envelhecimento para produção dos vinhos.


Tivemos a oportunidade de realizar a degustação de alguns dos mais fantásticos vinhos Argentinos, numa sala dentro da cave, com os barris de envelhecimento ao redor. Meu destaque aos Chardonnays da Adriana Vineards de diferentes parcelas, com certeza dois belos exemplares de brancos produzidos em Mendoza.

Ainda dentro da Catena tivemos a oportunidade de conhecer e degustar outros produtores de Lujan como:

  • Os vinhos BenMarco e Brioso produzidos pela competente e destacada Dominio del Plata, da enóloga Suzana Balbo. www.dominiodelplata.com.ar
  • Os tintos potentes da Pascual Toso, o Cabernet Sauvignon era diferente e que merece a prova. www.pascualtoso.com
  • O Chardonnay elegante e os interessantes tintos Bramare da Cobos, com um belo Cabernet produzido com uvas de Lujan. www.vinacobos.com
  • Um diferente Petit Vedot e de um honesto Malbec da linha Kinien produzidos pela da Ruca Malen  www.bodegarucamalen.com
Luján de Cuyo
Nosso primeiro dia em Luján foi fantástico e Mendoza não nos decepcionou, muita coisa boa ainda tenho para mostra e contar, esperem o segundo dia no lindíssimo Vale de Uco.

"Beba com moderação e se beber não dirija"